sábado, 26 de janeiro de 2008

Reaprendendo a voar

Este é o título do livro do ex-colega, do Banco do Brasil, Afonso José Wailand, (hoje amigo) que conta suas memórias e experiências com o álcool.

Longe de ser um livro piegas, ele conta com bom humor e inteligência, como conseguiu se livrar da dependência química.

Uma viagem gostosa, uma leitura agradável apesar do tema. É o que sentimos neste trecho;

"Quando entrei pela primeira vez num ônibus, aos quatro ou cinco anos de idade, eu senti o vento no meu rosto me fazendo sonhar sobre o quanto seria gostoso voar de verdade, com asas próprias, para os lugares mais longínquos, onde tivesse o sossego dos passarinhos. Eu tinha a impressão, de que eram as árvores que estavam se movimentando para trás, a uma velocidade que eu não conseguia acompanhar com os olhos, pois aquela jardineira estava a uma velocidade louca de vinte quilômetros por hora."

Ele tem mais coisas pra contar. Mais livros pra serem editados.

Reaprendendo a voar não é só o título do livro, mas também o nome do projeto do qual ele participa, fazendo palestras em instituições, inteiramente gratuitas.

Valeu amigão! Sucesso!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Coisas do BB

Como não podia deixar de ser, como ex-funcionária, minhas homenagens aos colegas do Banco do Brasil.

(do site: Releituras textos: Coisas do BB)

Há muito tempo, quando o Banco do Brasil era considerado o maior banco rural do mundo, mantinha em sua Carteira Agrícola um quadro de avaliadores (também conhecidos por "fiscais") que eram pessoas com conhecimentos na área, contratadas para verificar "in loco" se os pedidos de financiamento estavam em ordem, etc, etc.

Ocorre que nem sempre eram pessoas com bom nível de escolaridade. O que valia era o conhecimento prático. Daí, nos relatórios constarem algumas "batatadas":

- "O sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro, as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram".

- "Mutuário triste e solitário pelo abandono da mulher não pode produzir".

- "Acho bom o Banco suspender o negócio do cliente para não ter aborrecimentos futuros".

- "Vistoria perigosa. As chuvas pluviais da região inundaram o percurso, que foi todo feito a muito custo".

- "Mutuário faleceu. Viúva continua com o negócio aberto".

- "O contrato permanece na mesma, isto é, faltando fazer as cercas que ainda não ficaram prontas".

- "Foi a vistoria feita a lombo de burro com quase 8 km".

- "A máquina elétrica financiada era toda manual e velha".

- "Financiado executou trabalho braçalmente e animalmente".

- "O curral todo feito a capricho, bem parecendo um salão de baile a fantasia".

- "Visitamos o açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio".

- "Os anexos seguem em separado".

- "A lavoura nada produziu. Mutuário fugiu montado na garantia subsidiária".

- "Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal!".

- "Tendo em vista que o mutuário adquiriu aparelhagem para inseminação artificial e que um dos touros holandeses morreu, sugerimos que se fizesse o treinamento de uma pessoa para tal função".

- "Assunto: Cobra. Comunico que faltei ao expediente do dia 14 em virtude de ter sido mordido pela epigrafada".


(Fonte: anotações diversas de vários funcionários).

Peço licença

Pra citar meus amigos, espero algumas autorizações. Tanta gente me ensinou, tanta gente eu quero bem. Por isso fiz este blog.
Mas ele não tem um formato nem um objetivo definitivo. O que eu quero é só compartilhar coisas boas ou más, opiniões e discussões até, quem sabe...

Pensar que o céu é o limite....

Uma vez um amigo me disse: "Já tenho um filho, plantei muitas árvores... Só falta ler um livro".

Esse era o Lupercio, do PT Umuarama -PR.