terça-feira, 31 de maio de 2016

Questão de esclarecimento

Ia pelo corredor recapitulando as minhas últimas palavras ao me despedir.
Estratégico falar isso e não ficar pra ouvir a opinião deles.
Mas estava entre a alma lavada e uma angústia da dúvida de ter sido esclarecedor.
Eles estavam tensos e quando eu cheguei, atrasada lógico,( fiz de tudo pra ir.) estavam com cara de assutados.
Eles fecharam a esplanação e abriram pra o debate.Nem esperaram ninguém falar já estavam encerrando. Não me contive e me pronunciei.
A favor da mesa, claro, me dirigindo aos presentes.
Notei uma mulher saindo enquanto falava, explicando sobre a conjuntura e contextualizando e dando suporte ao que tinham dito, em outras palavras. Ví que a mulher entrou novamente. Fechamos a discussão. Hora de assinar a ata. A mulher veio me fazer perguntas sobre o espaço fisico. Expliquei que não era dali. Fiquei na fila conversando com um senhor contando sobre seu filho usar celular, Falava baixo e tinha um burburinho. Assenti com a cabeça sorrindo. Me chamaram atenção para a conversa que seguia, assinei a ata. Parei pra responder, e essas foram minhas últimas palavras; Nota-se que a Democracia caminha sempre em direção à igualdade social e em algum ponto sempre que há um lado se sentindo desfavorecido se promove uma revolução. Mas em síntese a Democracia favorece mesmo é uma evolução politica.
Alguém concordou dizendo; É uma evolução para uma Democracia mais eficiente.
- Não pra uma Democracia. Ela evolui pra algo maior, mais abrangente socialmente, para o Socialismo e/ou Comunismo.
Silencio total. Saí.
Ao encontrar minha filha ela questionou sobre a experiência.
Eu me mostrei um pouco apreeensiva, pois não continuei na sala depois da minha afirmação.
Ela disse;
Uai! Amanhã você vai poder notar isso. Mas você aguenta Você é forte. Disse rindo e foi ter com sua amia que chegara.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"O alerta de Noam Chomsky é direcionado para a sociedade norte-americana, mas muito do que ele diz serve também para nós brasileiros, visto que a elite tupiniquim replica exatamente as mesmas estratégias da plutocracia norte-americana.
Soa até irônico ver um documentário estrangeiro, gravado em 2015, citar passo a passo a estratégia utilizada pela grande mídia (leia-se Rede Globo) e oposição (leia-se PSDB) para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff.
Devido aos últimos acontecimentos, Requiem for the American Dream é um documentário que todo brasileiro deveria assistir. Fica a dica."

Carlos Eduardo, editor de O Cafezinho, sobre o documentário Requiem for the American Dream, no qual, com uma série de entrevistas com um dos maiores intelectuais vivos, Noam Chomsky, questiona a concentração de riquezas por um grupo seleto de pessoas, revisitando o ideal do American Dream. Durante quatro anos de conversas, Chomsky faz um panorama histórico e político da desigualdade que destina a favorecer os mais ricos em detrimento da maioria.

Por que somos espantalhos do amor, quando saciá-lo nos curará mais rápido?


Então
fugimos
diariamente
de nó smesmos
querendo
parecer
indiferentes
Ninguém te conhece como eu.
Somos um
Uma só alma
Um só desejo
Um só sonho
Sim
é amor
faz rir
chorar
abraçar
descontrolar
querer beijar rolar tocar cheirar mas a dor talvez seja maior que o prazer de amar e ser feliz

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ser liberdade, ser mulher

- Por que está a rir e a cantar meu belo ser? Perguntou o andarilho, detendo-se a minha frente.
- Ora, não vês? Aprisionei a mulher mais encantadora que já se viu! - Tentei apontá-la, mas ela não parava em lugar algum. Sempre dançando e cantando, seus longos cabelos e o véu de sua roupa nos tocava de tempos em tempos.
- Ah! A Liberdade! E como conseguiu tal feito? – indagou.
- Eu a via passando, quando observava pela fresta de minha porta. Agarrei-a pelos cabelos e agora ela está aqui, sempre rodopiando ao meu redor.
- Hum! Interessante! - Disse ele, cruzando os braços, mas segurando o queixo com uma das mãos, olhou-me de cima a baixo. - E essas correntes nos seus pés o levam pra onde?
- Hã? Quais? – E fui seguindo as correntes que me levaram direto pra minha porta, entrei.
- Fique mais um tempo aí!,-Gritou o andarilho -  Fique, até se livrar desses grilhões, pobre ser. Os tolos e cegos também pensam possuir a Liberdade! Sentiste o gostinho? Em breve estarás com ela de verdade! Adeus! – E se foi rindo de minha tolice.

Iza Sol


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vida de estudante

Mas eu trabalhava e muito. Já passei 3 dias sem dormir com tantos compromissos pra cumprir. Geralmente trabalhos e provas da Universidade. 
O que tornava fácil era meu interesse em cada coisa que fazia.
Na época não tinha Google pra facilitar a vida, não. Nem pra atrapalhar.
Mas o frio me ajudava. Era gostoso no final de semana passar o dia na cama. Naquela época eu acho que era a única que mantinha a lojinha de comida congelada na galeria embaixo do meu prédio.
Depois que comprei fogão, não demorou, a loja fechou. 
No inverno era só correr pra cozinha programar o micro ondas, jogar o congelado lá, correr pra cama de volta, e ler. `Na hora de comer, era só mais 30 segundos.
Tomar leite quente com chocolate na cama. Delicioso! Me lembro que li os compêndios da Teoria da Personalidade numa sentada, ou melhor, numa deitada. Freud eu quis ler tudo em outro final de semana.
Aquilo é que era imersão. Depois ficavam mais fáceis as consultas aos livros.
Me lembro que tinha que desligar meu interfone. 
Meu prédio era no "Point" da cidade e ficava muito fácil alguém me interfonar pras bagunças.
O porteiro avisava que eu estava ocupada. 
Mas sempre era surpreendida com alguém já na minha porta.
Isso me deixava alerta e meio pronta pra sair.
Nesse momento sentia meu apartamento como um cofrinho, trancava e saia. Por obrigação social, às vezes. Não tinha como dizer não. Se eu não fosse, a bagunça seria no meu apartamento. Morava sozinha e achava muito bom. República só a dos outros. Não era pra mim. Eu trabalhava e me dava a esse luxo. (Trabalhei no BB Umuarama-PR Centro de Processamento de Dados das 17;00 às 23;00) 
Mas era bom fazer rodinha nos barezinhos e tocar violão, ou resolver os problemas sociais do mundo. (Nas horas vagas, lógico).




As faces da maturidade

Eu fiz Psicologia por três anos. E vários foram os motivos de não ter terminado o curso. Mas um dos maiores foi por uma discussão sobre ética. Fomos barradas numa pesquisa de campo, pra monografia.
Era um assunto complexo e a professora da cadeira, filha do dono da Universidade não aceitou que fosse tratado. Nos deparamos com a real impotência diante da instituição. Eles realmente fazem vistas grossas aos problemas sociais. Mas já passou. Nesses 25 anos eu vi apenas se agravar o problema detectado lá atrás. Enfim "não vem ao caso" O que posso fazer, pelo menos na minha vida pessoal e ao meu redor, eu faço.
Mas o assunto principal é um garotinho.
Um menino que tive contato num abrigo de pessoas abandonadas. Ele tinha Síndrome de Down.
O abrigo era mantido pelo Lions e Rotary. Era bem organizado. E só.
Enfim o garotinho era uma graça. Convivi alguns meses com ele. Sempre que podia, mesmo fora de minha agenda do curso eu ia vê-lo.
No início eu era cheia de dedos e estratégias. Mas logo ele me deixou à vontade. Era ótimo anfitrião. Tinha, às vezes, o comportamento de um Lord Inglês, e às vezes era traquinas. Adorava me pregar peças pra me ver rindo. Fingia ser atrapalhado. Brincávamos de tudo e ele me ensinou a jogar Master Mind. Quando chegava a hora de ir embora, ele me abraçava e me consolava. Segurava meu rosto com as duas mãozinhas, olhava bem nos meus olhos e dizia;
- Não fique triste, viu? Amanhã você volta, a gente brinca mais.
Aí eu falava que não poderia ir ele já negociava outra data.
Ele tinha pena de mim. E fazia tudo pra me alegrar.
As meninas do abrigo o amavam.
Mas se houve alguém que eu conheci que era bem resolvido na vida, foi aquele menino.
Eu aprendi muito com ele.


As primeiras viagens

Eu  tinha 10 anos quando li as aventuras de Huckeleberry Finn. Peguei o livro emprestado de minha amiga Lila, o pai dela era alemão e havia lutado na guerra e gostava de contar a historia e mostrar a bala que estava atravessada na perna dele. Mantinha uma vasta biblioteca num quarto entre a sala de estar e a parte reservada para os quartos de dormir. Não abria muito aquela porta, mas quando foi pegar uma foto que ilustrava sua história eu fiquei vitrificada, estática, imóvel ao notar a quantidade de livros que ele tinha lá. Alguns empilhados e desorganizados, mas os da estante estavam todos muito alinhados.Quando o pai da Lila me contou sobre o Huck, eu não vi a hora de começar a ler.
Fazia bem rápido as tarefas de casa e da escola e corria pro quarto.
Era São Paulo. Seis filhos dentro de uma casa. Não brincávamos na rua. Não era seguro. Adorava viajar nas aventuras dos livros. Eu degustava cada palavrinha e queria estar naquele lugar descrito.
Amei.
Fui logo de volta lá devolver o livro. O pai dela me perguntou sobre algumas partes que ele não lembrava mais, eu fui refrescando sua memória. Ele ria e dizia; ”Verdade!, Já não me lembrava disso” E sorriu. Ficou sorrindo enquanto eu contava igual a uma matraca. E eu falava do amiguinho do Huck, o Tom, que era tão aventureiro quanto. Foi quando ele se levantou, foi até a estante e pegou um livro e me entregou Era o livro do Tom Sawyer. Eu vibrei quando ele disse que tinha todas as aventuras do autor e que eu poderia ficar à vontade pra le-los.
A Lila me havia dito que o pai tinha ciúmes da biblioteca dele.Não previa que seria tão mão aberta pra mim. Ela também começou a ler os livros e a gente conversava sobre os capítulos. Vários, dentre eles, O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dunas, os clássicos de nossa literatura, de José Alencar a Machado de Assis. Nunca mais parei de ler.
Um dos livros gostosos foi “Sem família” de Hector Malot, mas o que mais me identifiquei, e fatalmente incorporei na minha personalidade foi o espírito aventureiro dos dois meninos de Mark Twain.


Vejo flores em voce

O ceú está nublado hoje.
Está vermelho
Sinal de que o frio está chegando.
Podia chover pra regar meu jardim.
As folhas da amoreira cairam. Ao brotarem darão frutos.
A vida é assim. Se a gente nao regar não dá fruto.
Pessoas precisam ser cuidadas, regadas. São como árvores.
Precisam saber que alguém se importa com elas.


terça-feira, 17 de maio de 2016

Chato ter razão

Inventamos um jogo, eu e minha filha.
Foi depois de uma época em que tivemos que tomar decisões extremas.Não vem ao caso aqui o que seria, talvez depois eu fale sobre isso. Mas deveríamos confiar em uma pessoa pra fazer algo e teríamos que dar anuência, além de convencer outras pessoas em aceitá-la.
Começamos a imaginar o que poderia acontecer.
Ela se mostrou totalmente aberta. Estava tão ansiosa em nos convencer de que seria a pessoa ideal para a enpreitada!.Era toda sorrisos e carinho.
Traçamos o perfil da pessoa. Verificamos os prós e contras.
Eu fui fazendos traços da personalidade dela.
Dividimos em duas atitudes possíveis, uma favorável e outra desfavorável..
A desfavorável ganhou por diversos fatores.
Mas, era uma situação em que tínhamos que arriscar.
Como sou pessimista apostei na atitude negativa. O que vier diferente é lucro.
Minha filha ficou com a que sobrou, a atitude positiva.
Feito.
Uma semana depois meu advogado me liga.
Ao desligar o telefone só olhei pra minha filha e ela entendeu.
Ela fez. Ela fez o que uma pessoa com decência, amor ao próximo, coerência, humana, caráter não faria. Ela fez. Minha filha  disse;
- Voce tinha razão.
Depois disso a gente vem brincando com fatos do dia a dia. E tudo parece estar virado ao avesso. E as pessoas ficaram muito previsíveis. Tem um lado difícil  de ser feito, mas que é bom, elas preferem o mais fácil, que é o errado, o mal.
E de tanto fazermos essa análise, de vez em quando ela diz; Ai! Tá muito chato ter sempre razão.
Ai a gente ri e diz juntas; "Deus sabe que eu não queria ter razão, eu queria era ser feliz. Melhor fechar os olhos outra vez."

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Ninguém é de ninguém

Talvez eu tenha assustado minha filha quando me declarei preocupada com o que estava por vir
Era hora de avisá-la. Falei em tom solene e acho que ela nunca me vira com esse ar, a não ser pela morte de seu pai
Imagino como ela deva ter ficado ao ouvir;
- Filha, o tempo da repressão está voltando - E expliquei sobre o Zeighst político social que estava se desenhando.
Mas nos detivemos sobre o assunto; nós mulheres e a repressão.
Foi uma longa conversa, que tento resumir aqui.(foram meses atrás,)
Sempre falei sobre o assunto dos relacionamentos, mas dessa vez fui mais enfática em se tratando do lado doentio.
Os homens foram criados por mães possessivas que ensinaram algumas regras bobas para seus filhos e quando eles ouvem a frase; ninguém é de ninguém, eles a incorporam, mas quando é uma mulher dizendo isso causa efeito contrário neles.
 É necessário dizer isso logo no começo do relacionamento. Essa é uma frase constataçao do fato de que ninguém pertence a ninguém. Simples assim.
As mulheres, esposas, querem fazer uso disso, mas acabam elas sendo as vítimas.
O homem incorpora a mulher à sua própria imagem e a transforma em seu espelho. Se ele for um "João Ninguém"(tiver problemas e auto estima,, e outros), fatalmente vai refletir nela sua própria imagem e verá a irmã gêmea do tal "João ninguèm" (repeti pra enfatizar mesmo). E vem daí a agressão de que tudo que ela faz é para insulta-lo ou desmoralizá-lo. Junto disso tem a mãe e irmãs, possessivas também, abrindo os olhos dele para o comportamento errado da esposa.
Óbvio que ela luta contra isso e acaba agravando o problema e os dois entram no caos do relacionamento.
Ele já não vê nela a princesa que idealizara. E ela vê apenas o homem das cavernas com quem casara.
Se, ao longo do namoro, a mulher mostra que ela tem pensamentos divergentes, que é uma pessoa inteira, tem as próprias idéias, sentimentos e tudo diferente do dele, mas que pode e quer somar e não grudar ao ponto de se tornar parasita, ele deverá entender.
É necessário que ele faça esta reflexão intima de sua auto imagem e tente mudar.
Ele precisa entender que deverá manter certa distancia  (de personalidade), pra se olharem ao longe e se amarem e se orgulharem um do outro, e que quando estão juntos, tem sim inseguranças, cada um a sua, mas a segurança que cada um tem da própria personalidade e integridade fisica, é muito maior e capaz de melhorar tudo entre os dois. Devem entender que são únicos;intelectual, mental, enfim, são duas personalidades distintas, mas que resolveram se acariciar, se ajudar, conversar, dar idéia um pro outro e fazer com que o outro cresça, dar força para resolverem os problemas do dia a dia que têm em comum, principalmente os problemas domésticos.
Problemas domésticos são os problemas mais lindos que um casal poderia ter. E ao resolvê-los merece sempre momentos de comemoração. Porque são esses pequenos problemas que jamais poderão refletir na vida social.
Então, em resumo; um casal deve conhecer e aceitar os defeitos um do outro, incentivar e mehorar suas qualidades,
Devem negociar que ouvirão um ao outro apenas E o resto do mundo vai ter de aceitá-los como casal.

O dia seguinte

Minha filha desligou todos os aparelhos, depois de por a mesa do jantar. Após conversarmos sobre alguns assuntos, olhou pra mim e disse;
- Adoro este momento. Além de saciar a fome. Mas gosto porque a gente conversa. Eu entendi  o porquê de você todo dia querer achar solução diferente pra tudo e virar tudo de perna pro ar, no sentido figurado, claro!
- Também amo sua companhia, minha filha.
- E ultimamente estou entendendo também que pra você deve ser tudo muito enfadonho. E você fica procurando coisas novas e surpreendendo a gente. Mas não te vejo confusa ou coisa parecida. Você tem constância e coerência. Preocupada eu fico quando você para. - E riu.
- Por que você tá falando disso?
- É que você se ocupa e sinto sua falta. Mas nem é esse o problema. Aliás, não é problema. Mas eu “tô” com saudade da sua atenção.
Levantei dei a volta na mesa e a abracei. São as tensões do dia a dia. E eu sabia o que a afligia. No outro dia teria uma prova de concurso. Nunca cobrei que estudasse, não coloquei nela nenhuma expectativa, inclusive dizia apenas que era difícil e ela não deveria se preocupar. Mesmo quem estuda muito, tem dificuldades. Não devemos achar nunca que perdemos tempo estudando, mas não devemos colocar todas as nossas fichas nesses momentos. Era só sua primeira prova, serviria pra reconhecimento de área. Os próximos serão mais fáceis. Pra esses momentos de tensão, apenas o consolo. Tentar dar o máximo de si, mas não se martirizar se o máximo aparecer com baixo escore. Escores não querem dizer nada. O que vai fazer diferença é como superar o dia seguinte. (A qualquer fato) Sempre. Na vida. O que você é no dia seguinte é o que determina seu caráter e mostra quem você realmente é.
Mas a frase dela que me deixou com a sensação de missão cumprida foi;
- Mãe, te entendo. É chato ter sempre razão, né? É chato saber o próximo passo que as pessoas vão dar, como no jogo de xadrez. Desculpe por eu obrigar você a me aceitar chatinha. Você até queria uma adolescente problemática pra cuidar, mas não deu. Sou estável. Ainda não cheguei ao seu nível de chateação. Eu não concordo com meus colegas e amigos, mas eu ainda estou aturando-os.  E pior; eu te entendo e te admiro quando você faz loucuras. Te adoro!

Choramos.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Muito teen

- Manhê, tenho uma coisa pra te contar!!! 
- Hum!
- Sabe aquela amiga que você dá carona de vez em quando?
- Humhum!
- Sabe o que é..
- Diga!
- Maezinha linda! É que a gente vai ao cinema no sábado à tarde e eu preciso levar o cartão e...
- Quê?
- Tá. O cartão de débito...  E só vou gastar um pouquinho! 
-  Cof cof
- Tá. É só um filminho.. meia entrada..
- /"suspiro"
- Que tal você vir com a gente?
- Hum hum.
- Tá,é um filminho e pipoca Combo Amigo Uns 30 reais.Tem ai?
-  Que filme?
- Guerra Civil, com Robert Donwey Junior e...
- Jura? Que horas? Eu pago meia hoje? Ai, Vamos!!! A gente divide pipoca Combo Plus!

sábado, 7 de maio de 2016

Mãe.

Já lecionei Inglês e Educação Física para completar minha carga horária e ficar numa escola só,  pra não ter correira.
A escolinha do Bairro Bom Jesus do ensino fundamental tinha uma sala para cada série, desde o maternal, mas não tinha quadra. Eu levava as crianças para a cidade, no ônibus escolar. Ia com a primeira turma e voltava com a última, duas vezes na semana, nos outros dias lecionava Inglês.
Logo descobri a energia que tinham aquelas crianças! E como gostavam de correr!
Eu me lembro quando a diretora me ofereceu aula de artes, ao invés de Educação Física. Me imaginei; a sala toda borrada de tinta. Eu toda pintada. Acordei.
Negociei com os outros professores as aulas de Educação Fisica, Trocamos. Eles lecionariam artes.
Nunca mais fui de salto pra escola. Os alunos quase me derrubavam.
Os primeiros dias, foram um terror, não conseguia colocá-los em ordem. Aos poucos fui adotando uma postura mais rígida.
Recebi a reclamação da outra escola sobre um aluno sempre fugindo da aula. Sondei. Peguei-o bem em cima do muro. Tirei-lhe os dois chinelos. Ele era magro, bem negro, as pernas compridas, tinha 14 anos mas era bem mais alto que eu.
- Desça daí agora! Disse firme com os dois chinelos na mão. - Ele obedeceu. - Vá para a quadra e me ajude a cuidar dos outros alunos! - Ele de cabeça baixa:
 - Tá bom! Já vou, mãe, quer dizer teacher. E ergueu as mãos pra pegar os chinelos. Pôs nos pés e saiu correndo pra quadra. Nenhum aluno do Bom Jesus tinha tênis.
De vez em quando, ao invés de professora ele me chamava de mãe. E cada vez que ele falava, mais meu coração apertava. Várias vezes chorei. Ele não tinha mãe.





Quem você quer que lute ao seu lado numa guerra?

Quem você quer que lute ao seu lado numa guerra?
Foi a pergunta que me fizeram há pouco.
Não quero ao meu lado quem eu ame. Eu o quero bem protegidinho em casa.
Sinto decepcioná-los, mas numa guerra, devemos estar preparados pra matar ou morrer. Não importa quem esteja ao seu lado, você deverá proteger.
E as pessoas ali do lado vou amá-las enquanto estiverem ali. Não importa quem sejam, Seremos um.
Seremos totalmente ligados, nos comunicaremos pelos olhos. Nos abraçaremos com braços imaginários gigantes.Teremos o mesmo plano, o mesmo foco.
Nunca estive numa guerra antes. Mas já apaguei incêndio numa floresta.Você precisa proteger os animais que encontrar pelo caminho e proteger quem está ao seu lado. Se você não souber pra que você está lá, estará tudo perdido. Deve ser a mesma coisa.
Quero ao meu lado alguém que saiba pelo que luta.

Let it be

Não serei eu a dar nenhuma notícia ruim.
Apesar de ter certeza de que coisas boas nascem depois de algo ruim.
E a reação dessa notícia pode não ter o efeito esperado.
Quando souberem já estará tudo consumado perderá o efeito cascata.
Mas sempre acontece algo no interior do nosso ser no momento em que sabemos.
Há uma explosão nuclear, ou quase. Cabe a nós mantê-la sob controle pra não alterar o meio ambiente.
O universo conspira a nosso favor e diz que mantèm sob controle o que parece o caos.
Está tudo se consumando.
Sempre que há esse tipo de agitação, pessoas se distanciam e outras se aconchegam. Quando todos os motivos que levaram ao descontrole forem atingidos, o caos entra em harmonia. Cabe a nós não resistir e flutuar passivamente aonde precisamos chegar. Podemos demorar ou sermos rápidos a depender de nossa percepção ou intuição. Seja como for, acontecerá.


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Coisas assim...

Faz tempo que não vou nadar à noite.
Vou tentar.
É gostoso ohar pro céu boiando na piscina.
Na sexta feira pessoal sai cedo de lá.
Correndo pra dar tempo.

...
Quem em sã consciência tá afim de ir toda descabelada ao point da cidade jantar?
Euzinha!!!
Depois do supermercado eu e minha filha resolvemos jantar no espaço gourmet do Eduardo (Dudu)
Foi divertido.
Parecia que tínhamos saido do salão. Meu cabelo tava legal e sempre tenho sapatos no carro.
A gente saiu rindo!!!
Ai que fraude!!! Enquanto a mulherada passou a tarde toda no salão a gente vai na cara limpa e ainda posa de musa. Só não estávamos perfumadas. Mas não é de bom tom usar cheiro forte em restaurante como fazem algumas...
Ah!!! Kisses!

Estou tão leve!!Água é muito bom, mergulho, silencio, o céu! Eu sou a criança e minha filha fica chamando pra irmos embora. E eu fico; só mais um pouquinho...

Você acha que o mundo gira em torno do seu umbigo?

Claro que sim!
Do contrário pra que trabalhar com redes sociais?
Tudo de que preciso tem que estar ao alcance das minhas mãos.
Essas " tools" foram desenvolvidas pra isso; servir ao usuário.
Simples assim.
Meu computador é quase meu companheiro fiel. Sabe analisar meus traços psicologicos e individuais como nenhum outro amigo ou psicologo.
Tudo de que gosto e que me atrai de alguma forma, aparece em posts ou se mostra a mim de alguma forma.
Tento alterar meus gostos e modo de pensar todos os dias, pra conseguir coisas variadas do sistema.
Se peço ajuda sobre como usar uma ferramenta, geralmente aparece a resposta.
Mágica!!!
Adoro o mundo girando em torno do meu umbigo!

quinta-feira, 5 de maio de 2016


Outras vezes

O Chico deve ter se arrependido do dia em que me convidou. Porque eu dei  sugestão, hein !!!
Depois da primeira vez que vi a captura de abelhas, fui  em várias outras. Ele agradeceu muito minha coragem e pela ajuda. É um trabalho que não se faz sozinho.
Preparamos um lugar no meu sítio para a criação de abelhas e capturamos várias colmeias.
Fui analisando e mudando a forma de trabalho, então foi cada vez menos sofrido. Para os dois.
Fizemos um roteiro e transferimos as colmeias capturadas numa noite apenas. Treinamos um rapaz diarista. 
O treinamento consiste em, além de saber como lidar com abelhas, fazer o teste de alergia, subir o número de ferruadas, aos poucos para criar anticorpus.
Fiquei com muita febre nas primeiras ferruadas. O Chico passou a noite em casa, ficou preocupado. verificava minha temperatura de hora em hora. 
Ele quis que eu ficasse no alpendre da casa, deitada na rede. Ele dormiu sentado na cadeira. Dizia que estava tudo bem comigo.
Só uns seis meses depois me disse que estava era muito preocupado. Já tinha avisado o amigo biólogo do Hospital Regional e se houvesse alguma alteração ele me aplicaria um antidoto.
Preferiu que eu dormisse perto do carro. Pra facilitar me carregar. 
Entrei muitas vezes em sala de aula parecendo o Quasimodo de tão deformada por picadas no rosto.
Os alunos se divertiam.

Minha primeira vez.

Numa das reuniões de agricutores familiares da cidade de Colider MT, O Chico, um técnico agricola ,criador de abelhas, no meio de uma conversa casual, onde eu disse que adoraria ver como era  trabalho dele, na sua smplicidade, convidou;
 -Vem amanhã de tênis que eu te levo. Vou ali tirar uma colmeia de um cupim. Achei hoje vindo pra cá. É caminho da cidade aproveita minha carona.  -  Devo ter concordado, não me lembro.
No outro dia, ele confirmou que devia ter muito mel lá. Olhou pro meu pé e perguntou; Trouxe um tênis ou um par de botas?
- Hã? - perguntei meio confusa.
- Vou ter que dar um jeito.
- Tá.
Estávamos ensinando técnicas de planejamento para os projetos de agricultura familiar. E eu já tinha ido em algumas propriedades ver como funcionava na prática, pra facilitar meu diálogo.
Terminada a reunião lá veio o Chico, todo faceiro.
-Vamos?
Eu comecei;
- Mas não é perigoso? Será que sou alérgica? - Ele parou na porta da caminhonete, olhou bem pra mim e disse; o único problema é sua roupa que não é adequada. Você  vai suar um pouco. E vai ter que usar um chinelo que tem aqui. Minha bota tem chulé... Você não vai querer usar.
Paramos na estradinha perto de um pasto. Ele desceu e deu a volta na caminhoneta, pegou macacão branco, me deu pra vestir. Enquanto me vestia, dava regras de como eu deveria me comportar; não fazer movimentos rápidos, e não gritar, caso sofresse um ataque de enxame e como usar o fumegador, como eu deveria passar a fumaça nele e como deveria mante-lo aceso.A roupa era larga, elásticos nas pernas e braços. veste-se por cima da roupa. Coloquei luvas.
Me fez sentar na caminhoneta e amarrou sacolas plásticas no meu pé.
Já andou de chinelo no meio de um pasto com sacolas plásticas no pé segurando um treco pegando fogo? Escorrega. Dificil manter equilibrio. Preferia meus saltos.
Então
Ele estava com pá e enxadão. e uma caixa de madeira na cabeça.
Quebrou um morro de cupim, com todo o cuidado. De vez em quando eu soltava umas fumaças. Realmente estava suando inteira. Coçando o nariz, suor vindo nos olhos e ardendo, abelhas zumbindo nos ouvidos. E eu pensando no alivio quando tudo aquilo terminasse. E ainda veio o medo de cobra ao saber que elas moravam ali dentro.
Estava apavorada.
Ele ia tirando as partes de colmeia e colocando numas gavetinhas na caixa de madeira, com todo o cuidado. O resto colocava num balde. Aos poucos foi transferindo as abelhas para a caixa. Isso durou por volta de duas horas. Já estava escuro quando acabamos.
A caixa ficou ao lado da colmeia, (buscaria 3 dias depois) ele limpou apenas o balde. E lacrou pra não entrar abelhas. Elas foram acalmando no meio do trabalho. Ao sairmos de lá com menos de 50 metros ja podíamos tirar a proteção da cabeça e metade do macacão.
E foi assim que comecei minha paixão por abelhas.








-



É outro tipo...

Parada no semáforo, de repente um barulho "crash" seco na minha traseira.
Era um declive e acho que ele soltou o freio.
Encostei no posto de gasolina logo a frente, conforme sinalizado por ele, para não atrapalharmos o trânsito. Eu sabia que era pouca coisa,  apesar de a caminhonete ser gigante, nem balançou meu carro.
Como eu suspeitava. Nossos para-choques são de fibra ou plástico, e o meu carro já tem uns risquinhos lá.
Ele ficou passando a mão, para limpar e ver o que houve. Fiquei estática. Ele realmente procurava algo?
Aí se virou e foi pro próprio carro.
E alisava e olhava contra a luz, e mudava a posição.
Depois de algum tempo;
- É realmente não aconteceu nada, mas eu tenho seguro e se tivesse acontecido algo com seu carro..
- Não aconteceu nada não...
- Não. Verdade. Mas está com pressa? Muito prazer meu nome é Álvaro, me desculpe. quer tomar uma água, alguma coisa na conveniência? - pegando na minha mão
- Não, não estou com pressa... Fui entrando no carro. Ele vindo atrás. E eu correndo.
- Você não falou seu nome, toma meu cartão, se precisar de serviços da minha loja...
Disse meu nome já dentro do carro e fui ligando e saindo.
Céus! Seria mais um golpe?
Ontem à noite fui até o Shopping perto de casa e quando saia do estacionamento encontrei um senhor que saía da academia e me gritou acenando de longe;
- Oi Izildinha! Como vai? - parei pra identificar quem era a pessoa  que enxugava o rosto, e as mãos antes de me cumprimentar, o dito cujo que bateu no meu carro. A loja dele é no Shopping. Nunca tinha visto antes.
Depois de cumprimentá-lo e conversar um pouco, saí rindo; É. É outro tipo de golpe. Pensei.




quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aviso aos navegantes.

Devo informar-lhes que os textos aqui produzidos, muito embora possam ter ocorrido de fato, são na sua maioria fictícios no que tange a datas e nomes. Quando os nomes são reais eu os cito no rodapé da página.
Portanto, declaro ser obra de ficção.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Não quero me "enformar"

Ouvindo conselho de um amigo;

_ Olha, tenho que te falar. Já já você se enforma.

- Não é enforma, biba loca!

- Ah! Tá. Cala a boca que estou te criticando, você se enforma e fica igualzinho esse povo caquético e piegas aí. Tudo bem o pessoal mais velho que GRITA CONTIGO FALANDO NO MESSENGER, e aquelas senhorinhas postando florzinha Orkut Style. Mas você? Termina logo seu projeto e corre!!! E pára de achar que eu falo Português errado, Eu falo Francês errado, eu falo Inglês errado, Eu falo Spanish...

- Biba loca!!! Posso postar isso no meu blog?

- Claro moreka! Você sabe que te amo. Vem cá no colinho, cê tá tão feia com esse olho triste!!! E pára de se enformar, tá?

domingo, 1 de maio de 2016

Já ouço o som dos seus passos

Deve haver algo mais.
Alguma coisa que realmente satisfaça.

Ouça a música da orquestra.
Um conjunto do universo infinito numa folha de papel.

Sinta-se voando através das estrelas.
A luz que vem de algum lugar, a cor, o sentimento, o completo vazio, a velocidade a calma...
Tudo completando-se.

Por tudo que eu vejo e sinto
Eu penso que há alguma coisa perfeita pra mim.
Espero de algum lugar, o som perfeito o momento perfeito a emoção perfeita.
O universo me prometeu. Espero completar-me.