quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vida de estudante

Mas eu trabalhava e muito. Já passei 3 dias sem dormir com tantos compromissos pra cumprir. Geralmente trabalhos e provas da Universidade. 
O que tornava fácil era meu interesse em cada coisa que fazia.
Na época não tinha Google pra facilitar a vida, não. Nem pra atrapalhar.
Mas o frio me ajudava. Era gostoso no final de semana passar o dia na cama. Naquela época eu acho que era a única que mantinha a lojinha de comida congelada na galeria embaixo do meu prédio.
Depois que comprei fogão, não demorou, a loja fechou. 
No inverno era só correr pra cozinha programar o micro ondas, jogar o congelado lá, correr pra cama de volta, e ler. `Na hora de comer, era só mais 30 segundos.
Tomar leite quente com chocolate na cama. Delicioso! Me lembro que li os compêndios da Teoria da Personalidade numa sentada, ou melhor, numa deitada. Freud eu quis ler tudo em outro final de semana.
Aquilo é que era imersão. Depois ficavam mais fáceis as consultas aos livros.
Me lembro que tinha que desligar meu interfone. 
Meu prédio era no "Point" da cidade e ficava muito fácil alguém me interfonar pras bagunças.
O porteiro avisava que eu estava ocupada. 
Mas sempre era surpreendida com alguém já na minha porta.
Isso me deixava alerta e meio pronta pra sair.
Nesse momento sentia meu apartamento como um cofrinho, trancava e saia. Por obrigação social, às vezes. Não tinha como dizer não. Se eu não fosse, a bagunça seria no meu apartamento. Morava sozinha e achava muito bom. República só a dos outros. Não era pra mim. Eu trabalhava e me dava a esse luxo. (Trabalhei no BB Umuarama-PR Centro de Processamento de Dados das 17;00 às 23;00) 
Mas era bom fazer rodinha nos barezinhos e tocar violão, ou resolver os problemas sociais do mundo. (Nas horas vagas, lógico).




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