Numa das reuniões de agricutores familiares da cidade de Colider MT, O Chico, um técnico agricola ,criador de abelhas, no meio de uma conversa casual, onde eu disse que adoraria ver como era trabalho dele, na sua smplicidade, convidou;
-Vem amanhã de tênis que eu te levo. Vou ali tirar uma colmeia de um cupim. Achei hoje vindo pra cá. É caminho da cidade aproveita minha carona. - Devo ter concordado, não me lembro.
No outro dia, ele confirmou que devia ter muito mel lá. Olhou pro meu pé e perguntou; Trouxe um tênis ou um par de botas?
- Hã? - perguntei meio confusa.
- Vou ter que dar um jeito.
- Tá.
Estávamos ensinando técnicas de planejamento para os projetos de agricultura familiar. E eu já tinha ido em algumas propriedades ver como funcionava na prática, pra facilitar meu diálogo.
Terminada a reunião lá veio o Chico, todo faceiro.
-Vamos?
Eu comecei;
- Mas não é perigoso? Será que sou alérgica? - Ele parou na porta da caminhonete, olhou bem pra mim e disse; o único problema é sua roupa que não é adequada. Você vai suar um pouco. E vai ter que usar um chinelo que tem aqui. Minha bota tem chulé... Você não vai querer usar.
Paramos na estradinha perto de um pasto. Ele desceu e deu a volta na caminhoneta, pegou macacão branco, me deu pra vestir. Enquanto me vestia, dava regras de como eu deveria me comportar; não fazer movimentos rápidos, e não gritar, caso sofresse um ataque de enxame e como usar o fumegador, como eu deveria passar a fumaça nele e como deveria mante-lo aceso.A roupa era larga, elásticos nas pernas e braços. veste-se por cima da roupa. Coloquei luvas.
Me fez sentar na caminhoneta e amarrou sacolas plásticas no meu pé.
Já andou de chinelo no meio de um pasto com sacolas plásticas no pé segurando um treco pegando fogo? Escorrega. Dificil manter equilibrio. Preferia meus saltos.
Então
Ele estava com pá e enxadão. e uma caixa de madeira na cabeça.
Quebrou um morro de cupim, com todo o cuidado. De vez em quando eu soltava umas fumaças. Realmente estava suando inteira. Coçando o nariz, suor vindo nos olhos e ardendo, abelhas zumbindo nos ouvidos. E eu pensando no alivio quando tudo aquilo terminasse. E ainda veio o medo de cobra ao saber que elas moravam ali dentro.
Estava apavorada.
Ele ia tirando as partes de colmeia e colocando numas gavetinhas na caixa de madeira, com todo o cuidado. O resto colocava num balde. Aos poucos foi transferindo as abelhas para a caixa. Isso durou por volta de duas horas. Já estava escuro quando acabamos.
A caixa ficou ao lado da colmeia, (buscaria 3 dias depois) ele limpou apenas o balde. E lacrou pra não entrar abelhas. Elas foram acalmando no meio do trabalho. Ao sairmos de lá com menos de 50 metros ja podíamos tirar a proteção da cabeça e metade do macacão.
E foi assim que comecei minha paixão por abelhas.
-
-Vem amanhã de tênis que eu te levo. Vou ali tirar uma colmeia de um cupim. Achei hoje vindo pra cá. É caminho da cidade aproveita minha carona. - Devo ter concordado, não me lembro.
No outro dia, ele confirmou que devia ter muito mel lá. Olhou pro meu pé e perguntou; Trouxe um tênis ou um par de botas?
- Hã? - perguntei meio confusa.
- Vou ter que dar um jeito.
- Tá.
Estávamos ensinando técnicas de planejamento para os projetos de agricultura familiar. E eu já tinha ido em algumas propriedades ver como funcionava na prática, pra facilitar meu diálogo.
Terminada a reunião lá veio o Chico, todo faceiro.
-Vamos?
Eu comecei;
- Mas não é perigoso? Será que sou alérgica? - Ele parou na porta da caminhonete, olhou bem pra mim e disse; o único problema é sua roupa que não é adequada. Você vai suar um pouco. E vai ter que usar um chinelo que tem aqui. Minha bota tem chulé... Você não vai querer usar.
Paramos na estradinha perto de um pasto. Ele desceu e deu a volta na caminhoneta, pegou macacão branco, me deu pra vestir. Enquanto me vestia, dava regras de como eu deveria me comportar; não fazer movimentos rápidos, e não gritar, caso sofresse um ataque de enxame e como usar o fumegador, como eu deveria passar a fumaça nele e como deveria mante-lo aceso.A roupa era larga, elásticos nas pernas e braços. veste-se por cima da roupa. Coloquei luvas.
Me fez sentar na caminhoneta e amarrou sacolas plásticas no meu pé.
Já andou de chinelo no meio de um pasto com sacolas plásticas no pé segurando um treco pegando fogo? Escorrega. Dificil manter equilibrio. Preferia meus saltos.
Então
Ele estava com pá e enxadão. e uma caixa de madeira na cabeça.
Quebrou um morro de cupim, com todo o cuidado. De vez em quando eu soltava umas fumaças. Realmente estava suando inteira. Coçando o nariz, suor vindo nos olhos e ardendo, abelhas zumbindo nos ouvidos. E eu pensando no alivio quando tudo aquilo terminasse. E ainda veio o medo de cobra ao saber que elas moravam ali dentro.
Estava apavorada.
Ele ia tirando as partes de colmeia e colocando numas gavetinhas na caixa de madeira, com todo o cuidado. O resto colocava num balde. Aos poucos foi transferindo as abelhas para a caixa. Isso durou por volta de duas horas. Já estava escuro quando acabamos.
A caixa ficou ao lado da colmeia, (buscaria 3 dias depois) ele limpou apenas o balde. E lacrou pra não entrar abelhas. Elas foram acalmando no meio do trabalho. Ao sairmos de lá com menos de 50 metros ja podíamos tirar a proteção da cabeça e metade do macacão.
E foi assim que comecei minha paixão por abelhas.
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