O Chico deve ter se arrependido do dia em que me convidou. Porque eu dei sugestão, hein !!!
Depois da primeira vez que vi a captura de abelhas, fui em várias outras. Ele agradeceu muito minha coragem e pela ajuda. É um trabalho que não se faz sozinho.
Preparamos um lugar no meu sítio para a criação de abelhas e capturamos várias colmeias.
Fui analisando e mudando a forma de trabalho, então foi cada vez menos sofrido. Para os dois.
Fizemos um roteiro e transferimos as colmeias capturadas numa noite apenas. Treinamos um rapaz diarista.
O treinamento consiste em, além de saber como lidar com abelhas, fazer o teste de alergia, subir o número de ferruadas, aos poucos para criar anticorpus.
Fiquei com muita febre nas primeiras ferruadas. O Chico passou a noite em casa, ficou preocupado. verificava minha temperatura de hora em hora.
Ele quis que eu ficasse no alpendre da casa, deitada na rede. Ele dormiu sentado na cadeira. Dizia que estava tudo bem comigo.
Só uns seis meses depois me disse que estava era muito preocupado. Já tinha avisado o amigo biólogo do Hospital Regional e se houvesse alguma alteração ele me aplicaria um antidoto.
Preferiu que eu dormisse perto do carro. Pra facilitar me carregar.
Entrei muitas vezes em sala de aula parecendo o Quasimodo de tão deformada por picadas no rosto.
Os alunos se divertiam.
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