sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sorriso nos olhos


Foi por décimos de segundos! E uma leve titubeada! Um leve desequlíbrio e os olhos se cruzaram. Foi então que me dei conta da cara que estava fazendo. Eu fui olhando os malabares e sorrindo no sorriso dele!
Lindo sorriso! Parecia tão fácil! Tão mágico e aquele momento parou e ficou em câmera lenta... Contando os olhares cruzados em décimos de segundo, um, dois, três, opa! Quatro, cinco, seis... Como ele consegue? E lá vem ele em meio ao trânsito, com aquele sorriso...
Ao tirar o chapéu e fazer a reverência... Tão lindo o sorriso nos olhos dele!
E meu dia melhorou de um tanto... até agora estou com aquela cara de boba na frente de algo maravilhoso! Não estou nem aí se alguém percebeu... E tudo volta em minha mente em câmera lenta...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Feelings on G-Plus


When i read this poem yesterday night, a emotion touch me. I feel pain. I see my own feelings  there...
Love is a feeling so special. After i read all they... crying... i realized that is for special and strong persons to feel.
I remember... i wanted fall in love... i wanted to suffer and assumed this.
Now, reading this... i can see.


sitting at home,
everything is fine,
as the days pass by
one by one,
some long, some slow;

I talk to myself quiet and low,
elegies of my heart and soul…
a shiver, a sigh, soft words whispered in the dark,
my senses are mixed already, unable to differentiate
between a sound or a smell or a touch or a taste;

I keep dreaming of a time,
my fingers intertwined
with you, an everlasting
joy of time, heart skipping
a beat here and there;

as I sit here
thinking sweet thoughts of you
lustful images make my heart
palpitate uncontrollably;

trembling uncontrollably
the heat continues to rise
as I close my eyes and see
you standing before me;

I open up my eyes to find
that you are nowhere around
I feel a wave of sadness
crash upon the shores of my heart;

As i lie here obsessed with the thought of you,
hoping it will all be over soon and,
waiting patiently for the day
when I can hold you in my arms
and never have to let you go again,
i realize love is a strange thing indeed;


Rajesh S. wrote this special poem, and let to post in my blog...
I am very grateful to him.
He writes very well  about  feelings and have several other poems.
He lives in India, and have a profile in G+ Rajesh Rajesh.


sexta-feira, 6 de abril de 2012


Numa outra viagem, desta vez para casa de seus pais, o Pedro lia pra mim um autor muito interessante, Antonio Carlos Medawar, em seu livro, A Ordem Satânica, uma reflexão sobre a Sociedade burguesa. Ele pode não ter tido a intenção, mas desmitificou pra nós  os "Versos Satânicos" livro que criticou o islamismo e sua ordem doutrinária, de forma alegórica.
Aqui, Medawar faz uma crítica à nossa moral burguesa com as realidades de desigualdades sociais, exclusões e relações religiosas. De forma direta, sem metáforas ou enredos fantasiosos.
A leitura vai fluindo como uma conversa, onde o autor aponta algumas discrepâncias dessa nossa sociedade. Não rotulo como tom irônico.
Mas o Pedro...
O Pedro conseguia dar um brilho todo especial à leitura... 
Ele conseguia falar como ninguém de coisas surreais, tais como a cena onde o autor descreveu a luta do bem contra o mal:
 " De um lado, anjinhos mandando beijinhos e coraçõeszinhos para os inimigos que por sua vez revidava com bolas de fogo e flechas ardentes" - Questionava o autor:" Quem poderia ganhar essa guerra?"
O Pedro descrevendo a cena, ficou hilário. E mesmo agora parece tão vivo em minha memória que não deixo de rir.
Outra passagem, foi a conclusão do autor de que sua empregada era mesmo uma sábia filósofa, pois reproduziu  a máxima de Abraham Lincoln, o grande Pensador; "Não fortalecerás os fracos  por enfraqueceres os fortes. Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga. Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.".
A Maria, sua empregada, na sua humildade, questionou o patrão que explicava sobre seus direitos -"Quem vai pagar os pobres, se não tiver mais gente rica?" e outra dela; "Deus deve gostar muito dos pobres, porque Ele criou tantos! (Ou é do Lincoln?)
Ah! Tive que esconder esse livro, pois umas amigas do curso de  Psicologia que frequentavam minha casa começaram a me tratar com estranheza... Elas julgaram o livro pela capa.
Quando me mudei para o Mato Grosso, foi minha irmã que estranhou. Ficava orando pela minha alma.
O livro é divertido! Dá pra fazer repensar muita coisa. Vale a pena!
Recado para o Pedro; Olha, esperei você me autorizar, agora já estou fofocando...
Recado para o Emerson; Devolve meu livro que eu 'emprestei" do Pedro, que "emprestou" sei lá de quem!


Enquanto espero meu amor acordar...


Fico lembrando de coisas engraçadas que aconteceram e sinto saudades de algumas pessoas que há tempos não vejo. Hoje me lembrei de várias. Fico rindo sozinha, parecendo boba. Como quando eu viajava com um amigo, num final de semana prolongado, na época da faculdade. Eu cursava o segundo ano de Psicologia. Fomos à festa de 15 anos da irmã de uma amiga nossa, a Rita, numa cidade vizinha. Meu amigo Pedro ia lendo pra mim "O Alienista".  Ele abaixara o banco do passageiro e ia lendo as partes que achara engraçado e que havia marcado. 

O mais perturbador era que eu já lera o livro na época do ginásio e achara  o tema muito sério!

Como o Pedro conseguia me fazer rir de um livro tão sisudo? (Como vejo até hoje, toda a obra de Machado de Assis). Pior, ele me achava igual ao personagem principal.

A certa altura, de tanto rir, precisei encostar o carro. Ficamos ali rindo por alguns longos minutos. Nunca mais consegui levar a sério aquele personagem.

Ah! Desisti da Psicologia!