sexta-feira, 6 de abril de 2012

Enquanto espero meu amor acordar...


Fico lembrando de coisas engraçadas que aconteceram e sinto saudades de algumas pessoas que há tempos não vejo. Hoje me lembrei de várias. Fico rindo sozinha, parecendo boba. Como quando eu viajava com um amigo, num final de semana prolongado, na época da faculdade. Eu cursava o segundo ano de Psicologia. Fomos à festa de 15 anos da irmã de uma amiga nossa, a Rita, numa cidade vizinha. Meu amigo Pedro ia lendo pra mim "O Alienista".  Ele abaixara o banco do passageiro e ia lendo as partes que achara engraçado e que havia marcado. 

O mais perturbador era que eu já lera o livro na época do ginásio e achara  o tema muito sério!

Como o Pedro conseguia me fazer rir de um livro tão sisudo? (Como vejo até hoje, toda a obra de Machado de Assis). Pior, ele me achava igual ao personagem principal.

A certa altura, de tanto rir, precisei encostar o carro. Ficamos ali rindo por alguns longos minutos. Nunca mais consegui levar a sério aquele personagem.

Ah! Desisti da Psicologia!


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