Penso que a humanidade caminha para um precipício. Já não temos mais a figura interna do herói, do bom moço, pra servir de modelo pra os nossos filhos. O comportamento que recebe reforço positivo social, muitas vezes, nasce de uma reação obscura ou pouco aceitável, que pode desencadear vários outros comportamentos que o levarão, ao longo do tempo, a resultados catastróficos inesperados.
Não dá para prever este tipo de situação, muito embora é possível identificá-la através do comportamento do indivíduo, diante de valores e regras sociais. O diagnóstico pode ser feito através da observação da intencionalidade em burlar estas regras sociais. A tolerância em burlá-las, ao longo do tempo, vem dificultando qualquer diagnóstico de alteração comportamental, já tão nivelado se encontra. Eis a necessidade da sua existência.
“Tudo culpa da sobrevivência.” É o discurso usado como compensação social.
Viver para trabalhar, trabalhar pra viver, comprar um carrão pra ir pro escritório, pra poder mostrar que é bem sucedido, para ter mais trabalho,para poder comer, pra trabalhar e ai vai. Nem se vive, nem se ama, nem se pensa mais.
O raciocínio lógico de uma vida tumultuada se baseia na compensação social mais bem aceita; o trabalho. E os diversos acessórios necessários para o bom andamento do trabalho não estão vestidos da nobreza suficiente pra que se possa aceitá-lo definitivamente. ( Paradoxo; Inverdades, exageros, boicotes etc) Este é um exemplo de desvio comportamental. Nada nobre, insisto, já que é o resquício do nosso homem primitivo. Nos dias atuais já deveríamos ter subido alguns degraus do nosso autocontrole e superado os anseios naturais irracionais.
Esta correria torna o homem pouco contemplativo, o que desvirtua seu intelecto, que nasceu para revisar. Temos em nosso interior uma necessidade incessante de revisão. Mas nossa correria do dia a dia não nos permite por em prática um dos nossos melhores dons; o intelecto. As pessoas mais inteligentes do mundo param e refletem. Pensam e lembram tudo o que aconteceu em seu dia-a-dia. Com o tempo, ficam tão clarividentes que alguns confundem com místicos. O que ocorre é algo totalmente normal e que faz parte do nosso ser. O uso da inteligência. Somos capazes de formatar o controle dos nossos cinco sentidos, como o eram no princípio. Mas imaginem agora sendo usado racionalmente? Seríamos super-homens.
O ser humano precisa de supervisão e condução. Por isso os modelos. Não há que se falar em ditadura ou qualquer outro meio de imposição. Há sim que se reajustarem os rumos. De tempos em tempos uns reajustes socais bastam.
Conclamo-vos a pensar! (Insistirei nesse assunto mais vezes.)