Histórias pra boi dormir e criança também, se a gente não contar com entonações de malvada! Mas eu viro uma fadinha e falo bem mansinho;
Diz antiga lenda, que uma ninfa do pântano tinha as graças do Senhor do Tempo,( do reino abstrato, mas guardião de tesouros concretos) que nas horas vagas cumpria de mimá-la. Ela era tão tolinha! Até apaixonar-se por um Elfo sorrateiro. Ele sabia muito bem como enganar e roubar os corações das ninfas. Despreocupada, brincava de esconder-se, quando sem querer flagrou-o roubando o coração da Ninfa do Lago Sul. Usou seus poderes de invisibilidade e pôde ver bem de perto que ele puxava o coração dela com uma mão de ferro. A coitadinha da Ninfa do Lago Sul, sem seu coração, virava escrava dele. Ele era estanho! Depois de satisfazer os seus desejos, corria a esconder-se delas. Brincava com seus sentimentos até que enjoasse , então jogava o coração delas no vulcão . Ao precipitar-se a salvá-lo, fatalmente acabavam virando fumaça! E como fumaça não tinha como controlar pra onde ir, iam pra lá e para cá conforme o vento soprava.
Nossa bela menina viu a ternura com que ele tratava aquele coração enquanto queria a ninfa, e ficou em pânico quando ele jogou-o ao fogo. Estranhou, mas observou que havia uma tristeza nele, tinha um arquear de costas, um vagar sem rumo. Foi conhecendo-o pouco a pouco. Era triste a procurar uma ninfa e tinha isso quase como uma obsessão.
Uma dor nasceu. No início, como um fio bem fininho... Mas que se tornava forte ao vê-lo! Uma agulha se tornava uma rocha pesada a saturar seu ser! Um sentimento ambíguo, que fazia mal e bem; ele era belo ao seus olhos, mas sem beleza alguma, tinha portes de um cavalheiro, mas rude como um cavalo.
Ela temeu aquele fascínio que ele exercia sobre ela. Isso a perturbou por vários dias e então, depois de muito refletir, foi ao Senhor do Tempo pedir um mimo, que sem pestanejar o concedeu. O que seria?
E naquela tarde mostrou-se ao Elfo malvado. Cantarolou e brincou com ele sem deixá-lo se aproximar. Ela voava com as luzes que atravessava a espessa copa da floresta! Ele tinha olhos de fome, e a voz doce a chama-la. Ela conseguia fugir por entre as flores. Desafiava-o. Voava e cantava. Ele, a galanteá-la. Ela, a enamorar-se... Parados ele se aproximou e ela então, decidiu. Deixou-se hipnotizar por ele, que a beijou. Sentiu seu hálito. Desfalecia ao seu toque... Sua mão de ferro descia lentamente até a altura do coração. Abraçou-a forte e por trás, lentamente alcançou o ponto exato, traspassou sua mão a um só golpe. Puxou. Ela sorriu de dor e desejo. Mas ela estranhamente estava feliz, Ele percebeu que não havia nada em sua mão. Ela continuou a cantarolar. O que seria aquilo? - Por instantes , foi ele ficou confuso e desfaleceu. Sentiu quando ela, com a mesma rapidez e força, tirou-lhe o coração. Como ela fez aquilo? Perdeu suas forças por um momento... Ela sorria à sua frente.
Ele ia por dias seguindo-a, a conquistá-la. Suplicava por seus beijos, sedento, ao que ela, às vezes cedia, outras não. Ele fazia-lhe todos os caprichos, e ela parecia feliz. Ele era rude e manso, mas não tinha tristeza no olhar, parecia sofrer, mas não arqueava mais suas costas. Ele se jogava aos seus pés e ela o beijava, cedia aos seus apelos, numa entrega tranquila... Estava quase se acostumando a ser seu escravo e não suplicava mais seu coração de volta. Ela, sentindo que faltava algo, enamorou-se dele por um último momento, então devolveu seu coração. O Elfo ficou intrigado e, com medo fugiu. Ela ficou triste por uns dias. Tinha se acostumado a vê-lo, dizia.+
Numa tarde distraiu-se olhando o céu. Ele veio sorrateiro por detrás dela, e num só lance enfiou sua mão de ferro na altura do coração de Ninfa. Ela agitou-se num grito de ardor! Virou-se pra ele que não entendia como não o achava. Então, finalmente contou que quando o conheceu, estranhou sua maldade. Como o senhor do tempo a tratava bem sempre, preferiu entregar seu coração aos cuidados dele. Porque sabia que não resistiria quando estivessem frente a frente. E com certeza seria atraída para o lago do fogo. Ela gostava de seu toque frio reluzente e sedutor, com sensações ambíguas de gozo e dor, mas não iria ser sua escrava. Meu coração está seguro. Ele se ajoelhou e beijou sua mão. Ela o puxou de volta e beijou-o num beijo manso, correspondido, tranquilo... E foi assim que a ninfa que era do pântano, se tornou a rainha da fauna e flora. Todos podiam contar com sua generosidade e ternura. E passou a dominar os os vales. O Senhor do tempo era um homem nobre. E num de seus mimos, dera a ela a sapiência dos anciãos.
As contadoras de história.
Diz antiga lenda, que uma ninfa do pântano tinha as graças do Senhor do Tempo,( do reino abstrato, mas guardião de tesouros concretos) que nas horas vagas cumpria de mimá-la. Ela era tão tolinha! Até apaixonar-se por um Elfo sorrateiro. Ele sabia muito bem como enganar e roubar os corações das ninfas. Despreocupada, brincava de esconder-se, quando sem querer flagrou-o roubando o coração da Ninfa do Lago Sul. Usou seus poderes de invisibilidade e pôde ver bem de perto que ele puxava o coração dela com uma mão de ferro. A coitadinha da Ninfa do Lago Sul, sem seu coração, virava escrava dele. Ele era estanho! Depois de satisfazer os seus desejos, corria a esconder-se delas. Brincava com seus sentimentos até que enjoasse , então jogava o coração delas no vulcão . Ao precipitar-se a salvá-lo, fatalmente acabavam virando fumaça! E como fumaça não tinha como controlar pra onde ir, iam pra lá e para cá conforme o vento soprava.
Nossa bela menina viu a ternura com que ele tratava aquele coração enquanto queria a ninfa, e ficou em pânico quando ele jogou-o ao fogo. Estranhou, mas observou que havia uma tristeza nele, tinha um arquear de costas, um vagar sem rumo. Foi conhecendo-o pouco a pouco. Era triste a procurar uma ninfa e tinha isso quase como uma obsessão.
Uma dor nasceu. No início, como um fio bem fininho... Mas que se tornava forte ao vê-lo! Uma agulha se tornava uma rocha pesada a saturar seu ser! Um sentimento ambíguo, que fazia mal e bem; ele era belo ao seus olhos, mas sem beleza alguma, tinha portes de um cavalheiro, mas rude como um cavalo.
Ela temeu aquele fascínio que ele exercia sobre ela. Isso a perturbou por vários dias e então, depois de muito refletir, foi ao Senhor do Tempo pedir um mimo, que sem pestanejar o concedeu. O que seria?
E naquela tarde mostrou-se ao Elfo malvado. Cantarolou e brincou com ele sem deixá-lo se aproximar. Ela voava com as luzes que atravessava a espessa copa da floresta! Ele tinha olhos de fome, e a voz doce a chama-la. Ela conseguia fugir por entre as flores. Desafiava-o. Voava e cantava. Ele, a galanteá-la. Ela, a enamorar-se... Parados ele se aproximou e ela então, decidiu. Deixou-se hipnotizar por ele, que a beijou. Sentiu seu hálito. Desfalecia ao seu toque... Sua mão de ferro descia lentamente até a altura do coração. Abraçou-a forte e por trás, lentamente alcançou o ponto exato, traspassou sua mão a um só golpe. Puxou. Ela sorriu de dor e desejo. Mas ela estranhamente estava feliz, Ele percebeu que não havia nada em sua mão. Ela continuou a cantarolar. O que seria aquilo? - Por instantes , foi ele ficou confuso e desfaleceu. Sentiu quando ela, com a mesma rapidez e força, tirou-lhe o coração. Como ela fez aquilo? Perdeu suas forças por um momento... Ela sorria à sua frente.
Ele ia por dias seguindo-a, a conquistá-la. Suplicava por seus beijos, sedento, ao que ela, às vezes cedia, outras não. Ele fazia-lhe todos os caprichos, e ela parecia feliz. Ele era rude e manso, mas não tinha tristeza no olhar, parecia sofrer, mas não arqueava mais suas costas. Ele se jogava aos seus pés e ela o beijava, cedia aos seus apelos, numa entrega tranquila... Estava quase se acostumando a ser seu escravo e não suplicava mais seu coração de volta. Ela, sentindo que faltava algo, enamorou-se dele por um último momento, então devolveu seu coração. O Elfo ficou intrigado e, com medo fugiu. Ela ficou triste por uns dias. Tinha se acostumado a vê-lo, dizia.+
Numa tarde distraiu-se olhando o céu. Ele veio sorrateiro por detrás dela, e num só lance enfiou sua mão de ferro na altura do coração de Ninfa. Ela agitou-se num grito de ardor! Virou-se pra ele que não entendia como não o achava. Então, finalmente contou que quando o conheceu, estranhou sua maldade. Como o senhor do tempo a tratava bem sempre, preferiu entregar seu coração aos cuidados dele. Porque sabia que não resistiria quando estivessem frente a frente. E com certeza seria atraída para o lago do fogo. Ela gostava de seu toque frio reluzente e sedutor, com sensações ambíguas de gozo e dor, mas não iria ser sua escrava. Meu coração está seguro. Ele se ajoelhou e beijou sua mão. Ela o puxou de volta e beijou-o num beijo manso, correspondido, tranquilo... E foi assim que a ninfa que era do pântano, se tornou a rainha da fauna e flora. Todos podiam contar com sua generosidade e ternura. E passou a dominar os os vales. O Senhor do tempo era um homem nobre. E num de seus mimos, dera a ela a sapiência dos anciãos.
As contadoras de história.

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