quinta-feira, 2 de junho de 2016

Metalinguisticamente, meu sonho é estar no meu sonho. Realizá-lo é sonhar com o que me faz feliz nele. É o único lugar onde a perfeição dos relacionamentos existe. É o único lugar onde, mesmo eu estando no controle de tudo, ainda me surpreendo.
Iza Araujo

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Empirismo

Tenho palpitações e a vista escurece.
Antes achava que era falta de alguma vitamina.
Ou nervosismo.
Estou testando. Sempre que acontecem, eu recebo uma visita  em meus sonhos.
Parece muito real apesar de nublado.
É uma sensaçao boa de cura total.
Na verdade não sei ainda se é bom ou ruim, ou se fico à beira da morte.
Se tem a ver com morte ou vida.
Mas é um sentimento bom. De proteção talvez. De amor e de ternura.
Me sinto bem para outros dias a minha frente. Rio à toa. Qualquer problema parece ser tão idiota!
Essa paz que eu sinto preciso transmitir pra outrass pessoas. Quero fazer como é feito comigo. Paz e força e coragem.
Estou escrevendo e sentindo palpitações.
Estou provocando pra enfrentar sozinha. Meu braço esquerdo está dormente. Como se estivesse à beira de um ataque do coração.
Se me levantar daqui agora eu desmaio, talvez, não sei..Mas com certeza passarei mal de me levantar rápido.
Espero sonhar outra vez.

É muito bom.


terça-feira, 31 de maio de 2016

Questão de esclarecimento

Ia pelo corredor recapitulando as minhas últimas palavras ao me despedir.
Estratégico falar isso e não ficar pra ouvir a opinião deles.
Mas estava entre a alma lavada e uma angústia da dúvida de ter sido esclarecedor.
Eles estavam tensos e quando eu cheguei, atrasada lógico,( fiz de tudo pra ir.) estavam com cara de assutados.
Eles fecharam a esplanação e abriram pra o debate.Nem esperaram ninguém falar já estavam encerrando. Não me contive e me pronunciei.
A favor da mesa, claro, me dirigindo aos presentes.
Notei uma mulher saindo enquanto falava, explicando sobre a conjuntura e contextualizando e dando suporte ao que tinham dito, em outras palavras. Ví que a mulher entrou novamente. Fechamos a discussão. Hora de assinar a ata. A mulher veio me fazer perguntas sobre o espaço fisico. Expliquei que não era dali. Fiquei na fila conversando com um senhor contando sobre seu filho usar celular, Falava baixo e tinha um burburinho. Assenti com a cabeça sorrindo. Me chamaram atenção para a conversa que seguia, assinei a ata. Parei pra responder, e essas foram minhas últimas palavras; Nota-se que a Democracia caminha sempre em direção à igualdade social e em algum ponto sempre que há um lado se sentindo desfavorecido se promove uma revolução. Mas em síntese a Democracia favorece mesmo é uma evolução politica.
Alguém concordou dizendo; É uma evolução para uma Democracia mais eficiente.
- Não pra uma Democracia. Ela evolui pra algo maior, mais abrangente socialmente, para o Socialismo e/ou Comunismo.
Silencio total. Saí.
Ao encontrar minha filha ela questionou sobre a experiência.
Eu me mostrei um pouco apreeensiva, pois não continuei na sala depois da minha afirmação.
Ela disse;
Uai! Amanhã você vai poder notar isso. Mas você aguenta Você é forte. Disse rindo e foi ter com sua amia que chegara.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

"O alerta de Noam Chomsky é direcionado para a sociedade norte-americana, mas muito do que ele diz serve também para nós brasileiros, visto que a elite tupiniquim replica exatamente as mesmas estratégias da plutocracia norte-americana.
Soa até irônico ver um documentário estrangeiro, gravado em 2015, citar passo a passo a estratégia utilizada pela grande mídia (leia-se Rede Globo) e oposição (leia-se PSDB) para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff.
Devido aos últimos acontecimentos, Requiem for the American Dream é um documentário que todo brasileiro deveria assistir. Fica a dica."

Carlos Eduardo, editor de O Cafezinho, sobre o documentário Requiem for the American Dream, no qual, com uma série de entrevistas com um dos maiores intelectuais vivos, Noam Chomsky, questiona a concentração de riquezas por um grupo seleto de pessoas, revisitando o ideal do American Dream. Durante quatro anos de conversas, Chomsky faz um panorama histórico e político da desigualdade que destina a favorecer os mais ricos em detrimento da maioria.

Por que somos espantalhos do amor, quando saciá-lo nos curará mais rápido?


Então
fugimos
diariamente
de nó smesmos
querendo
parecer
indiferentes
Ninguém te conhece como eu.
Somos um
Uma só alma
Um só desejo
Um só sonho
Sim
é amor
faz rir
chorar
abraçar
descontrolar
querer beijar rolar tocar cheirar mas a dor talvez seja maior que o prazer de amar e ser feliz

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ser liberdade, ser mulher

- Por que está a rir e a cantar meu belo ser? Perguntou o andarilho, detendo-se a minha frente.
- Ora, não vês? Aprisionei a mulher mais encantadora que já se viu! - Tentei apontá-la, mas ela não parava em lugar algum. Sempre dançando e cantando, seus longos cabelos e o véu de sua roupa nos tocava de tempos em tempos.
- Ah! A Liberdade! E como conseguiu tal feito? – indagou.
- Eu a via passando, quando observava pela fresta de minha porta. Agarrei-a pelos cabelos e agora ela está aqui, sempre rodopiando ao meu redor.
- Hum! Interessante! - Disse ele, cruzando os braços, mas segurando o queixo com uma das mãos, olhou-me de cima a baixo. - E essas correntes nos seus pés o levam pra onde?
- Hã? Quais? – E fui seguindo as correntes que me levaram direto pra minha porta, entrei.
- Fique mais um tempo aí!,-Gritou o andarilho -  Fique, até se livrar desses grilhões, pobre ser. Os tolos e cegos também pensam possuir a Liberdade! Sentiste o gostinho? Em breve estarás com ela de verdade! Adeus! – E se foi rindo de minha tolice.

Iza Sol


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vida de estudante

Mas eu trabalhava e muito. Já passei 3 dias sem dormir com tantos compromissos pra cumprir. Geralmente trabalhos e provas da Universidade. 
O que tornava fácil era meu interesse em cada coisa que fazia.
Na época não tinha Google pra facilitar a vida, não. Nem pra atrapalhar.
Mas o frio me ajudava. Era gostoso no final de semana passar o dia na cama. Naquela época eu acho que era a única que mantinha a lojinha de comida congelada na galeria embaixo do meu prédio.
Depois que comprei fogão, não demorou, a loja fechou. 
No inverno era só correr pra cozinha programar o micro ondas, jogar o congelado lá, correr pra cama de volta, e ler. `Na hora de comer, era só mais 30 segundos.
Tomar leite quente com chocolate na cama. Delicioso! Me lembro que li os compêndios da Teoria da Personalidade numa sentada, ou melhor, numa deitada. Freud eu quis ler tudo em outro final de semana.
Aquilo é que era imersão. Depois ficavam mais fáceis as consultas aos livros.
Me lembro que tinha que desligar meu interfone. 
Meu prédio era no "Point" da cidade e ficava muito fácil alguém me interfonar pras bagunças.
O porteiro avisava que eu estava ocupada. 
Mas sempre era surpreendida com alguém já na minha porta.
Isso me deixava alerta e meio pronta pra sair.
Nesse momento sentia meu apartamento como um cofrinho, trancava e saia. Por obrigação social, às vezes. Não tinha como dizer não. Se eu não fosse, a bagunça seria no meu apartamento. Morava sozinha e achava muito bom. República só a dos outros. Não era pra mim. Eu trabalhava e me dava a esse luxo. (Trabalhei no BB Umuarama-PR Centro de Processamento de Dados das 17;00 às 23;00) 
Mas era bom fazer rodinha nos barezinhos e tocar violão, ou resolver os problemas sociais do mundo. (Nas horas vagas, lógico).