Esquina da conversa. Esse é o intuito do blog. Conversar sobre nossas necessidades atuais. Se você é iniciante no You tube, estamos prontos pra conversar sobre o assunto. Troca de dicas e sugestões.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Ser liberdade, ser mulher
- Por que está a rir e a cantar meu belo ser? Perguntou o
andarilho, detendo-se a minha frente.
- Ora, não vês? Aprisionei a mulher mais encantadora que já
se viu! - Tentei apontá-la, mas ela não parava em lugar algum. Sempre dançando
e cantando, seus longos cabelos e o véu de sua roupa nos tocava de tempos em tempos.
- Ah! A Liberdade! E como conseguiu tal feito? – indagou.
- Eu a via passando, quando observava pela fresta de minha porta.
Agarrei-a pelos cabelos e agora ela está aqui, sempre rodopiando ao meu redor.
- Hum! Interessante! - Disse ele, cruzando os braços, mas segurando o queixo com uma das mãos, olhou-me de cima a baixo. - E essas correntes nos seus pés o levam pra onde?
- Hã? Quais? – E fui seguindo as correntes que me levaram
direto pra minha porta, entrei.
- Fique mais um tempo aí!,-Gritou o andarilho - Fique, até se livrar desses grilhões, pobre ser. Os tolos e cegos também pensam possuir a Liberdade! Sentiste o gostinho? Em
breve estarás com ela de verdade! Adeus! – E se foi rindo de minha tolice.
Iza Sol
Iza Sol
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Vida de estudante
Mas eu trabalhava e muito. Já passei 3 dias sem dormir com tantos compromissos pra cumprir. Geralmente trabalhos e provas da Universidade.
O que tornava fácil era meu interesse em cada coisa que fazia.
Na época não tinha Google pra facilitar a vida, não. Nem pra atrapalhar.
Mas o frio me ajudava. Era gostoso no final de semana passar o dia na cama. Naquela época eu acho que era a única que mantinha a lojinha de comida congelada na galeria embaixo do meu prédio.
Depois que comprei fogão, não demorou, a loja fechou.
No inverno era só correr pra cozinha programar o micro ondas, jogar o congelado lá, correr pra cama de volta, e ler. `Na hora de comer, era só mais 30 segundos.
Tomar leite quente com chocolate na cama. Delicioso! Me lembro que li os compêndios da Teoria da Personalidade numa sentada, ou melhor, numa deitada. Freud eu quis ler tudo em outro final de semana.
Aquilo é que era imersão. Depois ficavam mais fáceis as consultas aos livros.
Me lembro que tinha que desligar meu interfone.
Meu prédio era no "Point" da cidade e ficava muito fácil alguém me interfonar pras bagunças.
O porteiro avisava que eu estava ocupada.
Mas sempre era surpreendida com alguém já na minha porta.
Isso me deixava alerta e meio pronta pra sair.
Nesse momento sentia meu apartamento como um cofrinho, trancava e saia. Por obrigação social, às vezes. Não tinha como dizer não. Se eu não fosse, a bagunça seria no meu apartamento. Morava sozinha e achava muito bom. República só a dos outros. Não era pra mim. Eu trabalhava e me dava a esse luxo. (Trabalhei no BB Umuarama-PR Centro de Processamento de Dados das 17;00 às 23;00)
Mas era bom fazer rodinha nos barezinhos e tocar violão, ou resolver os problemas sociais do mundo. (Nas horas vagas, lógico).
As faces da maturidade
Eu fiz Psicologia por três anos. E vários foram os motivos de não ter terminado o curso. Mas um dos maiores foi por uma discussão sobre ética. Fomos barradas numa pesquisa de campo, pra monografia.
Era um assunto complexo e a professora da cadeira, filha do dono da Universidade não aceitou que fosse tratado. Nos deparamos com a real impotência diante da instituição. Eles realmente fazem vistas grossas aos problemas sociais. Mas já passou. Nesses 25 anos eu vi apenas se agravar o problema detectado lá atrás. Enfim "não vem ao caso" O que posso fazer, pelo menos na minha vida pessoal e ao meu redor, eu faço.
Mas o assunto principal é um garotinho.
Um menino que tive contato num abrigo de pessoas abandonadas. Ele tinha Síndrome de Down.
O abrigo era mantido pelo Lions e Rotary. Era bem organizado. E só.
Enfim o garotinho era uma graça. Convivi alguns meses com ele. Sempre que podia, mesmo fora de minha agenda do curso eu ia vê-lo.
No início eu era cheia de dedos e estratégias. Mas logo ele me deixou à vontade. Era ótimo anfitrião. Tinha, às vezes, o comportamento de um Lord Inglês, e às vezes era traquinas. Adorava me pregar peças pra me ver rindo. Fingia ser atrapalhado. Brincávamos de tudo e ele me ensinou a jogar Master Mind. Quando chegava a hora de ir embora, ele me abraçava e me consolava. Segurava meu rosto com as duas mãozinhas, olhava bem nos meus olhos e dizia;
- Não fique triste, viu? Amanhã você volta, a gente brinca mais.
Aí eu falava que não poderia ir ele já negociava outra data.
Ele tinha pena de mim. E fazia tudo pra me alegrar.
As meninas do abrigo o amavam.
Mas se houve alguém que eu conheci que era bem resolvido na vida, foi aquele menino.
Eu aprendi muito com ele.
Era um assunto complexo e a professora da cadeira, filha do dono da Universidade não aceitou que fosse tratado. Nos deparamos com a real impotência diante da instituição. Eles realmente fazem vistas grossas aos problemas sociais. Mas já passou. Nesses 25 anos eu vi apenas se agravar o problema detectado lá atrás. Enfim "não vem ao caso" O que posso fazer, pelo menos na minha vida pessoal e ao meu redor, eu faço.
Mas o assunto principal é um garotinho.
Um menino que tive contato num abrigo de pessoas abandonadas. Ele tinha Síndrome de Down.
O abrigo era mantido pelo Lions e Rotary. Era bem organizado. E só.
Enfim o garotinho era uma graça. Convivi alguns meses com ele. Sempre que podia, mesmo fora de minha agenda do curso eu ia vê-lo.
No início eu era cheia de dedos e estratégias. Mas logo ele me deixou à vontade. Era ótimo anfitrião. Tinha, às vezes, o comportamento de um Lord Inglês, e às vezes era traquinas. Adorava me pregar peças pra me ver rindo. Fingia ser atrapalhado. Brincávamos de tudo e ele me ensinou a jogar Master Mind. Quando chegava a hora de ir embora, ele me abraçava e me consolava. Segurava meu rosto com as duas mãozinhas, olhava bem nos meus olhos e dizia;
- Não fique triste, viu? Amanhã você volta, a gente brinca mais.
Aí eu falava que não poderia ir ele já negociava outra data.
Ele tinha pena de mim. E fazia tudo pra me alegrar.
As meninas do abrigo o amavam.
Mas se houve alguém que eu conheci que era bem resolvido na vida, foi aquele menino.
Eu aprendi muito com ele.
As primeiras viagens
Eu tinha 10 anos
quando li as aventuras de Huckeleberry Finn. Peguei o livro emprestado de minha
amiga Lila, o pai dela era alemão e havia lutado na guerra e gostava de contar a historia e mostrar a bala que estava atravessada na perna dele. Mantinha uma vasta biblioteca
num quarto entre a sala de estar e a parte reservada para os quartos de dormir.
Não abria muito aquela porta, mas quando foi pegar uma foto que ilustrava sua
história eu fiquei vitrificada, estática, imóvel ao notar a quantidade de livros que ele tinha
lá. Alguns empilhados e desorganizados, mas os da estante estavam todos muito alinhados. Quando o pai da Lila me contou sobre o Huck, eu não vi a hora de começar a ler.
Fazia bem rápido as tarefas de casa e da escola e corria pro quarto.
Era São Paulo. Seis filhos dentro de uma casa. Não brincávamos na rua. Não era seguro. Adorava viajar nas aventuras dos livros. Eu degustava cada palavrinha e queria estar naquele lugar descrito.
Era São Paulo. Seis filhos dentro de uma casa. Não brincávamos na rua. Não era seguro. Adorava viajar nas aventuras dos livros. Eu degustava cada palavrinha e queria estar naquele lugar descrito.
Amei.
Fui logo de volta lá devolver o livro. O pai dela
me perguntou sobre algumas partes que ele não lembrava mais, eu fui
refrescando sua memória. Ele ria e dizia; ”Verdade!, Já não me lembrava disso”
E sorriu. Ficou sorrindo enquanto eu contava igual a uma matraca. E eu falava
do amiguinho do Huck, o Tom, que era tão aventureiro quanto. Foi quando ele se
levantou, foi até a estante e pegou um livro e me entregou Era o livro do Tom
Sawyer. Eu vibrei quando ele disse que tinha todas as aventuras do autor e que eu poderia ficar à vontade pra le-los.
A Lila me havia dito que o pai tinha ciúmes da biblioteca
dele.Não previa que seria tão mão aberta pra mim. Ela também começou a
ler os livros e a gente conversava sobre os capítulos. Vários, dentre eles, O
Conde de Monte Cristo de Alexandre Dunas, os clássicos de nossa literatura, de José
Alencar a Machado de Assis. Nunca mais parei de ler.
Um dos livros gostosos foi “Sem família” de Hector Malot,
mas o que mais me identifiquei, e fatalmente incorporei na minha personalidade
foi o espírito aventureiro dos dois meninos de Mark Twain.
Vejo flores em voce
O ceú está nublado hoje.
Está vermelho
Sinal de que o frio está chegando.
Podia chover pra regar meu jardim.
As folhas da amoreira cairam. Ao brotarem darão frutos.
A vida é assim. Se a gente nao regar não dá fruto.
Pessoas precisam ser cuidadas, regadas. São como árvores.
Precisam saber que alguém se importa com elas.
Está vermelho
Sinal de que o frio está chegando.
Podia chover pra regar meu jardim.
As folhas da amoreira cairam. Ao brotarem darão frutos.
A vida é assim. Se a gente nao regar não dá fruto.
Pessoas precisam ser cuidadas, regadas. São como árvores.
Precisam saber que alguém se importa com elas.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Chato ter razão
Inventamos um jogo, eu e minha filha.
Foi depois de uma época em que tivemos que tomar decisões extremas.Não vem ao caso aqui o que seria, talvez depois eu fale sobre isso. Mas deveríamos confiar em uma pessoa pra fazer algo e teríamos que dar anuência, além de convencer outras pessoas em aceitá-la.
Começamos a imaginar o que poderia acontecer.
Ela se mostrou totalmente aberta. Estava tão ansiosa em nos convencer de que seria a pessoa ideal para a enpreitada!.Era toda sorrisos e carinho.
Traçamos o perfil da pessoa. Verificamos os prós e contras.
Eu fui fazendos traços da personalidade dela.
Dividimos em duas atitudes possíveis, uma favorável e outra desfavorável..
A desfavorável ganhou por diversos fatores.
Mas, era uma situação em que tínhamos que arriscar.
Como sou pessimista apostei na atitude negativa. O que vier diferente é lucro.
Minha filha ficou com a que sobrou, a atitude positiva.
Feito.
Uma semana depois meu advogado me liga.
Ao desligar o telefone só olhei pra minha filha e ela entendeu.
Ela fez. Ela fez o que uma pessoa com decência, amor ao próximo, coerência, humana, caráter não faria. Ela fez. Minha filha disse;
- Voce tinha razão.
Depois disso a gente vem brincando com fatos do dia a dia. E tudo parece estar virado ao avesso. E as pessoas ficaram muito previsíveis. Tem um lado difícil de ser feito, mas que é bom, elas preferem o mais fácil, que é o errado, o mal.
E de tanto fazermos essa análise, de vez em quando ela diz; Ai! Tá muito chato ter sempre razão.
Ai a gente ri e diz juntas; "Deus sabe que eu não queria ter razão, eu queria era ser feliz. Melhor fechar os olhos outra vez."
Foi depois de uma época em que tivemos que tomar decisões extremas.Não vem ao caso aqui o que seria, talvez depois eu fale sobre isso. Mas deveríamos confiar em uma pessoa pra fazer algo e teríamos que dar anuência, além de convencer outras pessoas em aceitá-la.
Começamos a imaginar o que poderia acontecer.
Ela se mostrou totalmente aberta. Estava tão ansiosa em nos convencer de que seria a pessoa ideal para a enpreitada!.Era toda sorrisos e carinho.
Traçamos o perfil da pessoa. Verificamos os prós e contras.
Eu fui fazendos traços da personalidade dela.
Dividimos em duas atitudes possíveis, uma favorável e outra desfavorável..
A desfavorável ganhou por diversos fatores.
Mas, era uma situação em que tínhamos que arriscar.
Como sou pessimista apostei na atitude negativa. O que vier diferente é lucro.
Minha filha ficou com a que sobrou, a atitude positiva.
Feito.
Uma semana depois meu advogado me liga.
Ao desligar o telefone só olhei pra minha filha e ela entendeu.
Ela fez. Ela fez o que uma pessoa com decência, amor ao próximo, coerência, humana, caráter não faria. Ela fez. Minha filha disse;
- Voce tinha razão.
Depois disso a gente vem brincando com fatos do dia a dia. E tudo parece estar virado ao avesso. E as pessoas ficaram muito previsíveis. Tem um lado difícil de ser feito, mas que é bom, elas preferem o mais fácil, que é o errado, o mal.
E de tanto fazermos essa análise, de vez em quando ela diz; Ai! Tá muito chato ter sempre razão.
Ai a gente ri e diz juntas; "Deus sabe que eu não queria ter razão, eu queria era ser feliz. Melhor fechar os olhos outra vez."
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Toda noite faço minha filha dormir. Às vezes contando histórias, outras, simplesmente fazendo algum exercício de relaxamento. Há poucos...
-
Saudade Sampa... Tô correndo pra aí hora dessas. Agora minha pequena vai comigo. Ela já tem 13 anos. Já vai entender muita coisa. Fica tris...

